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Como lidar com as emoções?

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Todos nós vivenciamos emoções de vários tipos e tentamos lidar com elas de maneiras tanto eficazes quanto ineficazes. O verdadeiro problema não é sentir ansiedade, e sim nossa capacidade de reconhecê-la, aceita-la, usá-la quando possível e continuar a funcionar apesar dela. Sem emoções, nossas vidas não teriam significado, textura, riqueza, contentamento e conexão com outras pessoas. As emoções nos lembram de nossas necessidades, nossas frustrações e nossos direitos e nos levam a fazer mudanças, fugir de situações difíceis ou saber quando estamos satisfeitos. Ainda assim, há muitas pessoas que se sentem sobrecarregadas por suas emoções, temerosas dos sentimentos e incapazes de lidar com eles por acreditar que a tristeza e a ansiedade impedem um comportamento efetivo.

Consideramos que as emoções compreendem um conjunto de processos, dos quais nenhum é por si só suficiente para denominar uma experiência como “emoção”. As emoções, como a ansiedade, envolvem avaliação, sensação, intencionalidade (um objeto), “sentimento” (ou qualia), comportamento motor e, na maioria dos casos, um componente interpessoal. Assim, ao ter a emoção “ansiedade”, por exemplo, você reconhece que está preocupado com o fato de que não conseguirá concluir o trabalho a tempo (avaliação), o ritmo cardíaco acelera (sensação), você se concentra em sua competência (intencionalidade), tem sentimentos terríveis em relação à vida (sentimento), torna-se fisicamente agitado e inquieto (comportamento motor) e pode muito bem dizer a um amigo que está em um dia ruim (interpessoal).

Em virtude da natureza multidimensional das emoções, os profissionais podem considerar qual dimensão deve ser o foco primordial, escolhendo entre várias abordagens, adotar a que melhor atenderá a cada indivíduo. Ao escolher as técnicas a serem utilizadas com cada paciente, os profissionais podem considerar suas escolhas técnicas com base no problema que se apresenta no momento. Por exemplo, se a luta de um paciente contra a sensação de agitação for muito problemática , o terapeuta pode empregar técnicas de manejo do estresse (p. ex., relaxamento, exercícios respiratórios), intervenções baseadas na aceitação, estratégias focadas nos esquemas emocionais ou atenção plena (mindfulness).

Se o paciente se confronta com a sensação de que uma situação é insuportável, o terapeuta pode considerar reestruturação cognitiva ou resolução de problemas para colocar as coisas em perspectiva e considerar possíveis modificações da situação estressante. Assim, a regulação emocional pode envolver reestruturação cognitiva, relaxamento, ativação comportamental ou estabelecimento de metas, tolerância os esquemas emocionais e afetos, mudanças comportamentais, neurofeedback e modificação das tentativas problemáticas de obter validação.

As emoções ajudam a nos conectar com os outros, a incapacidade de reconhecer, classificar, diferenciar e fazer a conexão entre elas está associada a uma grande variedade de problemas. Se esse texto faz sentido para você, procure um profissional que ajude a :

1. perceber e classificar emoções,

2. desenvolver a habilidade de usar as emoções para tomar decisões e esclarecer valores e metas,

3. compreender a natureza das emoções, descartando interpretações negativas acerca delas, e

4. aprender a forma como as emoções podem ser manejadas e controladas.

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