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Bullying na nossa vida

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Se você foge ao padrão estético ou comportamental imposto por um determinado grupo pode ser alvo da violência escolar. Em geral, essas agressões não apresentam motivações específicas ou justificáveis, e acontecem apenas para demonstrar poder ou divertir alguns. As vítimas são intimidadas, humilhadas, maltratadas fisicamente ou virtualmente, o que invariavelmente produz muita dor e sofrimento.

A prática do bullying é cada vez mais comum e a palavra acabou sendo incorporada ao nosso vocabulário cotidiano. De origem inglesa e ainda sem tradução no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, como agressões, assédios e ações desrespeitosas que acontecem de forma recorrente e intencional.

Na década de 1980, os pesquisadores europeus da mente humana iniciaram a nobre tarefa de nomear determinadas condutas comuns na convivência entre jovens dentro de seu universo acadêmico. Esses estudos fizeram a distinção entre as brincadeiras naturais e saudáveis, típicas da vida estudantil, daquelas que ganham requintes de crueldade e extrapolam todos os limites de respeito pelo outro. As brincadeiras acontecem de forma natural e espontânea entre os alunos. Eles brincam, zoam, colocam apelidos uns nos outros, tiram sarro dos demais e de si mesmos, dão muitas risadas e se divertem. No entanto, quando as brincadeiras são realizadas repletas de segundas intenções e de perversidade, elas se tornam verdadeiros atos de violência que ultrapassam os limites suportáveis de qualquer um.

Além disso, é necessário entender que brincadeiras normais e sadias são aquelas nas quais todos os participantes se divertem. Quando apenas alguns se divertem à custa de outros que sofrem, isso ganha outra conotação, bem diversa de um simples divertimento.

Nessa situação específica, utiliza-se o termo bullying escolar, que abrange todos os atos de violência (física ou não) que ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos, impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas.
Atualmente, tudo pode ser diferente.

Temos o conhecimento a qualquer momento; só depende da nossa vontade. O que antes era algo sem definição específica hoje tem nome e reconhecimento psicossocial.

Diante dessa nova e comprovada realidade, omitir-se é ser cúmplice da violência entre crianças e adolescentes no seu despertar, justamente no berço da educação e da socialização de cada ser humano. É na escola que iniciamos nossa longa jornada rumo à vida adulta, que nos transforma em cidadãos produtivos e solidários.

Não tenho dúvidas de que o bullying não pode mais ser tratado como um fenômeno exclusivo da área educacional. Atualmente ele já é definido como um problema de saúde pública e, por isso mesmo, deve entrar na pauta de todos os profissionais que atuam na área educacional,psicológica,médica e assistencial de forma abrangente.

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